Boletim Forças Novas

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ANO 30 – EDIÇÃO N° 175 – SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO – 2016

Assembleia anual reúne circulistas de São Paulo

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Assembleia reuniu Circulistas de todo o Estado de São Paulo

Presença maciça de presidentes e diretores de círculos paulistas marcou a Assembléia Geral Ordinária de prestação de contas relativa ao ano de 2015, realizada no dia 3 de dezembro.
Como vem se tornando rotina, o evento não se restringiu ao cumprimento da pauta normal. A AGO serviu também e principalmente para exposição do trabalho dos filiados, troca de experiências sobre programas sociais e projetos para 2017. A verdade é que, praticamente, os 22 círculos de São Paulo estão adotando as recomendações da Fetcesp, qual seja o direcionamento dos programas à terceira idade, mesmo tendo que enfrentar as agruras da crise atual.

A AGO foi aberta com oração proferida pelo assistente religioso leigo Antonio Carrieri, seguida de palavras do vice-presidente da Fetcesp João Rosa, que agradeceu a presença dos co-irmãos, enfatizando que é fundamental a unidade do Movimento Circulista paulista. A seguir, o presidente da Fetcesp Newton Zadra solicitou aos presentes 1 minuto de silêncio pela tragédia que ceifou a vida de 71 pessoas, no desastre aéreo envolvendo o time do Chapecoense. Da mesma forma, foi lembrado com pesar a morte prematura do presidente do CTC de Rio Claro Carlos Hummel, acontecida em novembro.

Feita a explanação da peça orçamentária por João Rosa (já analisada e assinada pelo Conselho Fiscal), a mesma foi submetida aos membros da AGO que a aprovaram por aclamação. Os documentos, como de hábito, ficarão à disposição dos diretores e associados a partir do dia 5 deste mês, na secretaria da Fetcesp.

Dando continuidade à AGO, o presidente reiterou a recomendação de dirigir todos os programas circulistas preferencialmente à terceira idade. Passou então a palavra aos presidentes de círculos presentes. Falaram por ordem: Valdenilson Alves Santos – presidente do CTC Vila Formosa, Antonio Domingos Luchini – presidente do CTC de Rio Claro, Claudemir Martinho – CTC de Vila Ema, Givaldo dos Santos – CO Itapema, Norma Capa André – CTC de Santa Cruz das Palmeiras, Renato Chiantelli – presidente do CO Sorocaba, Newton Zadra – presidente do CTC de Vila Prudente, Lidia Kloss – presisdente do CO Penhense e, por final, o companheiro Luiz Carlos Peruchi, representando o Círculo de Vila Tibério – SP, que fez candente discurso, expondo as dificuldades por que passa sua entidade em vista do corte de ajuda da prefeitura de Ribeirão Preto. Contudo, ao final de sua peroração, Peruchi deixou uma mensagem de esperança, mostrando aos presentes o Plano de Ação do CTC Vila Tibério para 2017, peça que de certa forma consubstancia o pensamento geral dos participantes.

Encerrada a AGO, a Fetcesp ofereceu almoço aos participantes na Churrascaria Tendal Grill.
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Repassando 2016 e pensando em 2017

Zadra

Newton Zadra – Presidente

A uma federação ou confederação não basta apenas orientar, coordenar e colaborar com o desempenho de seus filiados. Tampouco verificar se o co-irmão trabalha em conformidade com a doutrina que abraça. Todas tarefas descritas são importantes e devem ser realizadas, contudo, a função precípua da direção de entidades sociais federativas como a Fetcesp é fazer com que novas unidades sejam fundadas principalmente nas franjas das cidades, onde, via de regra, a população carece de ajuda em todos os sentidos. Quem não  cresce, regride e morre.
A Fetcesp tem lutado para manter este ideal em marcha, mesmo considerando as dificuldades do momento atual, com o país vivendo uma crise econômica, política e moral de tamanha magnitude que mesmo técnicos especialistas  não sabem quando e onde isto tudo vai parar.

Neste ano que ora se finda, tínhamos como meta fundar um novo círculo ao lado de uma grande favela na Zona Leste de São Paulo, divisa com Santo André. Era o embrião do projeto. Tudo já estava tratado para a compra do imóvel que serviria como sede, absolutamente dentro do figurino que imaginávamos, o qual, após ligeira reforma, permitiria desenvolver programas sociais e educativos e, concomitantemente, gerar rendas para subsistência do novo círculo. Infelizmente, na última hora (e depois de estafante trabalho preliminar) o Departamento Jurídico da Fetcesp constatou que a documentação de herdeiros era precária e sem condições imediatas de se ajustar, o que acabou inviabilizando a transação e, por fim, o sonho de ter um círculo na periferia, administrado profissionalmente.

Todavia, o sonho não acabou e nova oportunidade está surgindo em cidade vizinha de São Paulo, em uma de suas mais pobres regiões. Temos o compromisso da Prefeitura local para colaborar na empreitada, líderes comunitários disponíveis e razoável reserva financeira para aplicar no projeto. Quanto à situação política e econômica por que passamos, temos fé que ela é transitória e a Nação é maior que estas crises endêmicas. Com esta esperança sempre renovada desejamos um Bom Natal e Próspero Ano Novo a toda família circulista.
Deus abençoe a todos!

Natal e Ano Novo                                                    

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João Rosa – Vice-presidente

Quem de nós não ouviu falar de Diógenes que, com uma lanterna nas mãos, procurava afanosamente um homem em pleno meio dia nas ruas da orgulhosa Atenas?
A humanidade, naquela época e ainda hoje, aviltada pela dissolução e o crime não soube e, ainda hoje, não sabemos responder a pergunta do filósofo.

O homem é ente social e, para que possa viver em sociedade, é mister que haja quem governe e quem seja governado. Governe com sabedoria e perfeição, dando-lhe leis que promovam seu bem-estar e progresso.

O governo não pode deixar de sentir a sabedoria e a grandeza de quem o governa.
O poder não deve servir nunca para proteger os interesses individuais, de grupos e de partidos em detrimento do bem comum. Essa luta de interesses de classes não é o caminho que leva à “Ordem Social”. O povo torna-se instrumento de manobras e em busca também dos interesses sociais, sob a alegação de sobrevivência, porém, com fisionomia até de agitador e revolucionário.
O momento político está a exigir coragem para posicionamentos e atitudes firmes, a fim de evitar a apatia e o distanciamento político, os quais contribuirão para agravar, ainda mais, o momento político em que nos encontramos.

Nas atitudes firmes sem apadrinhamentos, mas baseadas no diálogo aberto e franco, conseguiremos construir o bem do outro.

Daí, onde encontrar a felicidade?
Como festejar o Natal? Como projetar o Ano Novo? Como sentir e viver a vinda do Cristo?

As festas de Natal “devem fugir de um existir meramente temporal”. Ainda ouvimos aquela palavra do Mestre: “Vinde a mim vós que tendes fome e sede de justiça e sereis saciado”. Ele tem o segredo da fidelidade. Ela não está no humanismo, não está na ciência. O humanismo, cujo sentido quer reduzi-lo, é desumano, pois sem o Amor a Deus profundo, real e autêntico, não há amor ao próximo. “E a ciência é gélida, quando não for aquecida pela Fé”.
Tudo depende do que somos ou do que queremos ser.

A mensagem dos anjos, na noite de Natal, anunciou-nos que só os homens de boa vontade se tornariam amigos de Deus.
As perspectivas para o próximo Ano não são alvissareiras. Pré-anunciam nuvens a transformarem-se em tempestades porque os homens não estão empenhados e não estão com vontade de praticar o bem. Iludem com votos de felicidade, de dias melhores, promessas vazias que nada dizem.

Estamos numa crise moral e de inversão de valores.

Estamos vivendo em um mundo cansado, aflito, desiludido, ansioso por alguma coisa de sólido, de estável, de seguro garantido. Cresce assustadoramente o sentido individualista da vida; desaprendemos a amar. Vivemos acorrentados pela falta de fraternidade – para onde se volte, aspecto da violência, do ódio de morte.
Cristo, a luz do Natal e seu reino no Novo Ano são a única opção a seguir. Seus ensinamentos simples e profundos não podem sofrer as contingências de mestres, cujos corações andam sendo dominados pela vaidade, pelo desejo de aparentar interesse pelo próximo, com a exaltação da própria pessoa. É um crime, com consequências das quais estamos sendo vítimas.

Precisamos e também todo o povo de Deus de amor. Sem amor não há inclusão social. Quando a Fé falta, a ciência se cala. Continuamos com a lanterna nas mãos e, em primeiro lugar, procuremos a nós mesmos.
Esta deve ser – entre os homens de boa vontade – a noite verdadeiramente feliz, em que o “céu se une à terra e as pessoas com Deus se encontram”.
Amém!

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Círculismo e terceira idade (Matéria especial)

CTC de Rio Claro – Falecimento do presidente Hummel

CTC de Rio Claro – Serviço odontológico

Círculo Penhense – Nova diretoria

CTC Itaquera – SP – Em prol da segurança pública

Círculo Santarritense – Nova diretoria

Círculo Ribeirão Preto – Vila Tibério – Em plena atividade

Círculo Santa Cruz das Palmeiras – Encerra o ano em alta!

Círculo Itapema – Guarujá – exemplo para a comunidade

CTC Vila Prudente – Cantata de Natal

CTC Vila Prudente – Serviços médicos

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ANO 30 – EDIÇÃO N° 174 – MAIO/JUNHO/JULHO/AGOSTO – 2016

ATUALIZAR É PRECISO

20160905083439_000010002Há muito e por reiteradas vezes, a Fetcesp tem se manifestado a favor de uma mudança radical nos objetivos do Circulismo, sem contudo sugerir a alteração de sua missão original, qual seja a assistência e promoção do trabalhador e da população em geral. A proposta tem quatro vertentes: a primeira delas trata de atualizar nossas ações, abdicando de muitos serviços que prestávamos, hoje proporcionados pelo governo e instituições específicas. Neste sentido achamos que é hora de dedicarmos nossa atenção e programas preferencialmente ao atendimento da terceira idade, estrato etário que aumenta em números exponenciais. Estatísticas oficiais apontam que o crescimento do número de idosos nos próximos anos é irreversível, e há um mundo de atividades que podemos desenvolver nesta área.

O fenômeno da longevidade não é temporário ou um fato localizado apenas em cidades desenvolvidas. Ele acontece em todos países e em todas regiões, mesmo as mais pobres. O mundo se globalizou, o progresso da medicina e o conhecimento sobre alimentação e saúde se fazem presentes nos mais recônditos rincões. Por outro lado, os índices de natalidade acusam uma queda brutal. Num futuro bem próximo a população idosa suplantará a de adultos.

Pelo que conhecemos do serviço público, sabemos que será impossível que os órgãos governamentais atendam esta demanda não só na área da saúde, mas nas múltiplas necessidades da terceira idade.

E, quando falamos de atendimento à terceira idade, não caímos no reducionismo de infantilizar idosos oferecendo-lhe apenas bailes, passeios e viagens, jogos de salão e programas desta ordem. Nada contra este tipo de serviço, aliás, eles devem ser incentivados, mas o projeto da Fetcesp não se encerra aí. Lutamos para que a sociedade e a família aceitem e incorporem o idoso dentro de sua própria individualidade, sua capacidade intelectual, experiência e condição física. Isso implica em mudança de hábitos, costumes e promulgação de leis, o que vai exigir tenacidade e absoluta confiança na proposta, pois a luta com certeza será árdua e longa. Vide o que aconteceu com negros, homossexuais, direito de mulheres e minorias em geral.

Sedes de círculos são locais propícios a este tipo de discussão e debate. Ao mesmo tempo em que um filiado oferece serviços como cursos de informática, arte eartesanato, incentivo ao trabalho voluntário e maneiras criativas de geração de rendas, por exemplo, pode-se manter um debate constante sobre direitos do idoso, trazendo às nossas sedes geriatras, sociólogos e especialistas que venham enriquecer tais discussões.

Um grande círculo de São Paulo, o de Vila Prudente, já vem trabalhando neste sentido, criando o GETI (Grupo de Estudos da Terceira Idade), que tem apresentado à subprefeitura do bairro e aos governos municipal e estadual propostas que visam melhorar a vida de idosos, entre elas a implantação de parques e redesenho de praças e mudanças significativas no Plano Diretor da cidade.

O segundo item que defendemos é que as novas unidades circulistas sejam implantadas na periferia das cidades, em locais em que nossa presença se faz mais necessária. Nos dias atuais, a esmagadora maioria de filiados está instalada em regiões onde mal ou bem a população já é servida por serviços básicos. De forma geral, o Movimento Circulista se aburguesou.

O terceiro ponto da proposta é a profissionalização das unidades circulistas e das próprias federação e confederação. Não se pode admitir nos dias atuais,com tecnologias e situações sociais  que se alteram em velocidade vertiginosa, que unidades circulistas fiquem nas mãos apenas de voluntários sem conhecimento das variadas ferramentas necessárias para a gestão e  autossustentabilidade.

Por derradeiro, mas não menos importante, é fazer com que cada filiado seja uma caixa de ressonância da comunidade, um fórum de debates dos problemas locais, enfim, ter uma participação política efetiva, isso tudo sem partidarização ou defesa de ideologias que fujam aos nossos princípios.

Uma proposta tão clara e evidente até agora não mereceu a mínima atenção, ou comentário da CBCO – Confederação Brasileira dos Círculos Operários, instituição que acaba de vender enorme terreno em Brasília para subsistir.

EDITORIAL

E la nave va…

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Newton Zadra – presidente da Fetcesp

Depois de 4 meses de discussões que envolveram as duas Casas do Congresso e o Supremo Tribunal Federal, e seguindo todo o ritual constitucional, a presidente Dilma Roussseff sofreu impeachment, deixando o cargo ao vice-presidente Michel Temer, que já o vinha ocupando em caráter interino. Se houve muito rigor no julgamento (que os partidários de Dilma chamam de golpe) ou se o processo de impeachment cumpriu com serenidade e isenção todas as disposições constitucionais é tema que levará tempo para se concluir, se é que haverá conclusão, já que, até hoje, o outro presidente cassado Fernando Collor ainda garante que foi injustiçado. O fato, no entanto, é que a situação por que passava o país no segundo mandato de Dilma Rousseff não poderia continuar, sob pena do país entrar no caos administrativo. A economia está em frangalhos, o desemprego em alta e continuando a subir e o que é pior e fatal: com o chorrilho de crimes de corrupção em empresas estatais, todas com suas direções próximas ao governo, a Nação passou a olhar o serviço público (e o futuro)com total descrédito, o que paralisou investimentos em todos setores, daí a crise em ascensão.

Findo o regime militar e a promulgação da constituição, é o segundo presidente que sofre impeachment, uma média surpreendente para um regime presidencialista. Talvez fosse hora de mudar quando a tal da prometida reforma política partidária chegar, o que nos parece improvável.

A nós dos círculos operários interessa tão somente que haja empregos dignos,salários e benefícios justos que permitam que trabalhadores e suas famílias possam gozar de um nível de vida condizente com sua importância na sociedade. Lutas maniqueístas tramadas nas câmaras opacas e difusas do Poder, dividindo a população em bons e maus, só interessam a uma minoria anacrônica que busca soluções ultrapassadas e demagógicas.

É hora de darmos as mãos e fazermos deste país uma potência econômica, social e democrática.

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Círculo Operário Penhense – Informática e dança para idosos

Confederação Brasileira dos Círculos Operários tem nova diretoria

Oficinas do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Santa Cruz das Palmeiras

Cumprimentos à Ministra

Círculo Operário Itapema – Guarujá – Educação Infantil

Círculo de Rio Claro – Atendimento odontológico

Círculo Operário Vila Tibério Ribeirão Preto – Super Ativo!

Círculo de Trabalhadores de Itaquera – Tocha Olímpica

Círculo de Vila Prudente – Fazendo política apartidária

Artigo João Rosa – Reflexão

EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA – DEZEMBRO

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ANO 30 – EDIÇÃO N° 173 – JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO/ABRIL – 2016

VISITAS DE CO-IRMÃOS

FETCESP recebe diretores da Fecors

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O Laçador, estátua em bronze, símbolo distinto do Rio Grande do Sul.

Em clima de camaradagem e companheirismo, a Fetcesp recebeu em São Paulo diretores da Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul – Fecors. O encontro aconteceu no CTC de Vila Prudente, o maior dos Círculos do Estado de São Paulo. Integraram o grupo gaúcho Paulo Roberto Perez Faillace, representante legal da Fecors, José Jair R. de Oliveira, coordenador executivo da Fecors e Maria de Lourdes do Rego Ibaldo, presidente do C.O. de Uruguaiana e diretora da Fecors. Os co-irmãos foram recebidos pelo presidente da Fetcesp – Newton Zadra, vice-presidente – João Rosa, tesoureiro – Renato Chiantelli e assistente religioso leigo – Antonio Carrieri.

A reunião, com agenda preliminar estabelecida, serviu para tratar de diversos assuntos e abordar problemas relativos ao circulismo gaúcho e paulista, praticamente comuns, a saber: diminuição dos militantes, baixa formação de quadros dirigentes e missão e objetivos difusos.

Duas experiências foram debatidas: o processo administrativo não presidencialista da Fecors, feito por meio de uma comissão formada por representantes de sete círculos, e a da Fetcesp sobre administração profissionalizada nos filiados, tendo como parâmetro experimental o C.O. de Sorocaba – COPES. Outro tema do encontro foi defendido pelo presidente da Fetcesp – que o circulismo passe a dedicar toda sua atenção e objetivos à terceira idade, estrato etário que mais cresce no país e mais carência sofre, principalmente na periferia das cidades. Neste sentido, a Fetcesp prepara-se para fundar uma unidade com este perfil, em uma das regiões mais pobres da cidade de São Paulo. “Será um círculo com administração profissionalizada, e com sua configuração de serviços voltados essencialmente à terceira idade”, informou Zadra.

A reunião não se cingiu à discussão de temas particulares da Fecors e Fetcesp. Como duas das maiores federações estaduais, outros assuntos foram escrutinados  como a administração da CBTC, hoje muito distante da base, sem planos de metas e com ações pouco claras. Uma destas é a dúvida de qual será a destinação da importância de cerca de R$ 6 milhões, que poderá ser capitalizada com a venda de terreno da CBTC em Brasília, terreno este conseguido através do trabalho hercúleo de padre Urbano Rausch, tendo como bandeira o carisma dos círculos operários de todo Brasil.

Para reverter este quadro de desalento provocado pela falta de dinâmica da CBTC, a Fetcesp e Fecors estarão unidas no sentido de lutar pela renovação e implementação de novas políticas administrativas.

Ao final do encontro os companheiros gaúchos entregaram um tocante mimo aos diretores da Fetcesp, que ficará em lugar de destaque na sede da entidade. Trata-se da reprodução em bronze da estátua “O Laçador”, símbolo distinto do Rio Grande do Sul.
vp IMG_16950011Paulo Roberto Perez Faillace – representante legal da FCORS, Antonio Carrieri – diretor do CTC Vila Prudente, João Rosa – vice-presidente da Fetcesp, Newton Zadra – presidente de Fetcesp e presidente do CTC Vila Prudente, Maria de Lourdes do Rego Ibaldo – representante legal da FCORS e presidente do C. O. Uruguaiana, Renato Chiantelli – 1º tesoureiro da Fetcesp e José Jair R. de Oliveira – coordenador executivo da FCORS e do C. O. Porto Alegrense

EDITORIAL

É hora de serenidade

logo CT colorEste editorial, que representa o pensamento da direção da Fetcesp, está sendo escrito na segunda-feira, dia 18, menos de 12 horas após a histórica votação da Câmara, que autorizou a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para se chegar ao impedimento, a decisão dos deputados ainda precisa passar pelo crivo do Senado e quiçá do Supremo, o que pode arrastar a situação por mais 3 ou 4 meses. Enquanto isso, a Nação agoniza numa hemorragia lenta e contínua que começou logo no início do segundo mandato da presidente, quando suas atitudes no Governo foram contrárias às promessas eleitorais. Junte-se a isso um chorrilho de casos de corrupção de aliados, pedaladas fiscais, fontes suspeitas de financiamento de campanha, desemprego em alta, queda drástica na produção das indústrias e sua arrogância no trato com aliados. Deu no que deu e agora não adianta o ex-presidente da República, Lula, dirigentes do PT e grupos radicais como a CUT e MST fazerem ameaças de incendiar o País caso Dilma caia. Não nos parece que a hora é de bravatas e atitudes extremas como esta.  Faz-se mister que as forças vivas da Nação se pactuem num projeto amplo na árdua tarefa de reconstrução. A hora é de trabalho, serenidade e bom senso. Não há ingerência de outros países no processo, a imprensa é livre, as instituições funcionam à plena e a caserna sabiamente não fez um pronunciamento sequer, o que mostra o amadurecimento da democracia brasileira.

A nós, circulistas de São Paulo, e cremos de todo Brasil, o que mais interessa é que haja desenvolvimento com justiça social. Que haja mais emprego com salários justos, participação dos trabalhadores nos lucros das empresas e preservação dos avanços sociais.

Isso tudo só será possível se houver um grande e amplo acordo político, onde as correntes mais heterogêneas abdiquem temporariamente do seu ideário em prol da Nação. Este ato de nobreza é esperado pelo povo.

O Brasil já mostrou que tem potencial humano para ombrear-se aos países do primeiro mundo. A qualidade de nossa população, oriunda de uma fecunda mistura de raças, e a riqueza natural do país formam um capital extraordinário para o progresso.

MANIFESTO

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DESABAFO

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João Rosa, vice-presidente da Fetcesp

A história da opressão do povo brasileiro vem desde o descobrimento. Séculos de invasões, imposições esdrúxulas e injustas de colonizadores, revoluções, golpes de Estado e as consequentes ditaduras. A população tem vivido permanentemente iludida e subjugada, enganada na esperança de ter suas necessidades elementares atendidas e satisfeitas.

Um direito que se apresenta claro, no entanto, transforma-se em utopia. A vida de muitos brasileiros e brasileiras lhes é adversa. Milhares, ainda hoje, vivem famintos, anêmicos, manipulados, explorados e oprimidos. Um povo que vive sob promessas mentirosas – sem casa, comida e escola – não tem como reagir, mesmo notando na carne as manobras feitas para aliená-lo.

Um sistema político que não marginaliza seria o ideal de organização. Todavia, para atingirmos este patamar muito há que ser mudado no País. Uma esperança na mudança desta triste realidade está na clarividência do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal que, respeitando a Constituição e o Estado de direito, liberte o País e seu povo de políticos e empresários corruptos, verdadeira praga que se disseminou em todos escalões.

A questão é: queremos e esperamos contar com o alto grau cívico daqueles que terão a incumbência de dar ao povo brasileiro o fortalecimento das instituições brasileiras e criar, em cada cidadão, o dever de participar de toda e qualquer iniciativa que tenda a criar na população, também, o espírito de amor à Pátria, despertando em cada um o sentimento de luta para sua libertação, mostrando os seus direitos enquanto cidadão, restabelecendo a dignidade e a motivação, capazes de corresponder à autêntica alma nacional.

Os fatos vindos a público e devidamente comprovados nos levaram a um ponto de inflexão. Parece-nos que o momento é único para uma ampla reforma, não só no campo jurídico e institucional, mas sobretudo no aspecto moral e ético. Como disse o chanceler alemão Adenauer, falando sobre a recuperação de seu país após a guerra: ”Uma Nação só será grande se todos estratos de sua população tiverem imbuídos deste desejo e desta determinação”.

Como cristãos e circulistas, temos a obrigação de transmitir a essa sociedade secularizada o sentido de Redenção, que significa a libertação do mal, o que equivale em economia e libertação da corrupção, do egoísmo do individualismo. Enfim, façamos deste ideal nossa mais viva realidade no momento presente, sem deixarmos passar uma única oportunidade de realizarmos alguma coisa para sairmos desta situação tida como de um povo subdesenvolvido, de terceiro mundo, de ignorantes e oprimidos. Deixo àqueles que lerem este trabalho o que afirma São João XXIII, na encíclica “Mater et magistra“: “Que os nossos filhos, principalmente os leigos, considerem prudente diminuir o próprio engajamento cristão no mundo. Eles devem, pelo contrário, intensificá-lo e renová-lo”.

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Terceira Idade – um novo nicho

C.O. Itapema – Guarujá – Educação Infantil

Santa Cruz das Palmeiras – Ação Solidária

CTC Vila Formosa – SP – Capoeira em foco

CTC Itaquera – SP – Tocha Olímpica

Informação aos Filiados – Saúde

CTC Vila Prudente – SP – Eleições

CTC Vila Prudente – SP – Terceira Idade

CTC Rio Claro – Nota de falecimento

Leo Erwing Dapper – Nota de falecimento

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ANO 29 – EDIÇÃO N° 172 – SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO – 2015

Assembleia encerra ano circulista

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Participantes da Assembleia Geral Ordinária no hall da Fetcesp

A Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada anualmente pela Fetcesp, tem como pauta: parecer do Conselho Fiscal sobre Balanço Patrimonial, demonstração do Resultado de 2014 e a apreciação do Relatório de Atividades da Diretoria Administrativa. Contudo, ela serve também e principalmente para reencontro dos filiados, exposição de trabalhos e troca de experiências. É um momento único de confraternização, onde se discute a situação do país e os rumos do circulismo paulista, tudo num clima fraterno e de extrema camaradagem. Isso se repetiu mais uma vez, no sábado, dia 28 de novembro.
Grande número de filiados esteve na sede da Fetcesp prestigiando o evento, que terminou com almoço na Churrascaria Tendall Grill Bela Vista.
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A AGO foi presidida pelo conselheiro consultivo da entidade Clayr Raffanini Jr. e secretariada por José Faustino Jr., presidente do CTC de Itaquera. Depois das orações iniciais proferidas pelo Assistente Religioso leigo Antonio Carrieri e palavras do diretor João Rosa, a reunião se desenrolou conforme pauta. Todos os itens submetidos à apreciação da Assembleia obtiveram aprovação geral sem reparos.
Após cumprir a pauta oficial, a palavra foi dada aos presidentes dos círculos filiados. O presidente do CTC de Vila Formosa – SP, Valdenilson Alves dos Santos (Mestre Pequeno), discorreu sobre os programas esportivos de sua entidade voltados ao atendimento de crianças e jovens oriundos dos estratos mais necessitados da população. José Faustino, falando em nome do CTC de Itaquera, lembrou que sua unidade, em parceria com outras instituições do bairro, promove campanhas pela melhoria de vida da população local. Pronunciaram-se também os presidentes do CTC de Rio Claro, que agradeceu as homenagens prestadas ao companheiro Urbano José Luchini, recentemente falecido (ver mais na página 2). Givaldo dos Santos, tradicional diretor do Círculo de Itapema, citou a ajuda que receberam da Fetcesp para conclusão de reforma da sede. O Círculo de Vila Ema – SP foi representado por Agenor Ortega Frederich e pelo novo presidente da entidade João Remizio F. Nascimento. Para falar da mais nova e aguardada experiência do circulismo paulista, Renato Chiantelli, presidente do CTC de Sorocaba, relatou como anda a profissionalização da entidade, destacando que toda sua documentação já está atualizada de acordo com as posturas municipais e, portanto, em condições de pleitear e receber verbas para programas a serem desenvolvidos.
Para concluir a AGO, o presidente da Fetcesp, Newton Zadra, fez candente discurso conclamando os companheiros a se unirem sob a égide da Federação, lembrando que a mesma tem colaborado efetivamente com todos seus filiados. Sugeriu também que o circulismo paulista deve direcionar seus programas à terceira idade, faixa etária que mais cresce no Brasil. “Este é o futuro do circulismo. É uma necessidade de trabalho que o governo não terá condições de atender nem a médio ou longo prazo. Nele, o circulismo poderá alcançar o mesmo sucesso que obteve nas décadas de 50 e 60”, disse Zadra. Para concluir, o presidente solicitou ao secretário que lavrasse em ata a homenagem que a Fetcesp havia prestado ao companheiro Urbano José Luchini, recentemente falecido.

Editorial

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Newton Zadra – presidente da Fetcesp

Fechando o ano com desesperança

O Brasil passa por um momento trágico e vergonhoso. No campo econômico, a situação é periclitante com desemprego em alta, redução do Produto Interno Bruto – PIB e perspectivas sombrias para 2016. Em São Paulo, o comércio apresenta queda de 16% nas vendas e a indústria recua 7,8% no ano, a maior queda já registrada. No aspecto político, vive-se uma crise moral sem precedentes, com prisões de líderes e acusações sobre membros das duas Casas Legislativas federais. Com sua tibieza e perdida em meio à falta de apoio até do seu partido, a presidente da República, Dilma Rousseff, sofre processo de impeachment. Sua falta de autoridade faz valer a afirmação de Camões, citada nos Lusíadas: “Um fraco rei faz fraca a forte gente”. É assim debilitada que a Nação se sente, especialmente os empresários e todos aqueles que têm responsabilidade social.
Parodiando o ex-presidente Lula, um dos protagonistas principais do drama e talvez o maior responsável pelo caos, nunca antes neste país viveu-se uma crise de tamanha magnitude. E, desta vez, os envolvidos nos escândalos não podem, como de hábito, jogar a culpa na chamada “imprensa burguesa” ou nas elites. As acusações, prisões e sentenças advieram de operações comandadas pelos insuspeitos: Ministério Público, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal.
As prisões simultâneas do banqueiro André Esteves e do senador Delcídio do Amaral (PT), líder do Governo, fizeram brotar uma revolta em toda sociedade, já desgastada por outros fatos de igual calibre. Neste mar de lama, o pronunciamento da ministra do STF, Cármen Lúcia, acendeu uma chama de esperança naqueles que ainda crêem na recuperação do País.

Diante do descalabro geral, é imperioso que o Movimento Circulista nacional manifeste suas opiniões, faça críticas e demonstre seu desagrado. O que não se pode é ficarmos à margem dos acontecimentos ou eventualmente engajados em movimentos que lutam pela desestabilização, buscando soluções exóticas, fora dos preceitos constitucionais.
Circulismo é ética e vergonha na cara e, sobretudo, um organismo que luta para não permitir que o Brasil caminhe para a insolvência. Nosso silêncio nesta hora é um crime.

Artigo

Circulismo e sua oposição partidária

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João Rosa – vice-presidente da Fetcesp

Às vezes nos perguntam qual é a posição política do Movimento Circulista. Dizíamos, há 27 anos atrás, sobre a mesma situação em que se encontra hoje o nosso país: a inexistência de partidos ideológicos. Nem mesmo o PT – Partido dos Trabalhadores. Para estas agremiações, o que lhes interessa é o poder.
O circulismo não assume nenhum partido ou facção, deixando aos seus militantes a escolha, conforme sua própria consciência. Embora não tenhamos posição partidária, tomamos partido! Isto é, temos posição nossa bem clara e definida.
Diante da longa deterioração dos valores éticos e morais e contra as degenerações escandalosas e o cinismo que se manifesta diariamente na política do país, o circulismo quer chamar os cidadãos e os homens de bem ao redor daqueles valores – éticos e morais – em contraponto a militantes pagos, que se beneficiam de toda a podridão que está acontecendo neste país. Para quem não importam as consequências, é o poder pelo poder!
Nós queremos que os brasileiros assumam as posições políticas e a prática da cidadania, como serviço para resolver os problemas do país, atendendo preferencialmente, não exclusivamente, as classes mais pobres, combatendo as mordomias tão antidemocráticas e prejudiciais à nação brasileira. Uma ampla reforma política seria necessária, iniciando com o sistema eleitoral distrital. Sabe-se que esta mudança encontra-se guardada na prateleira há anos (ver projeto de lei do saudoso Franco Montoro).
Não queremos continuar a dar o nosso “aval”, votando em politiqueiros que se revelam mais interessados consigo mesmo e se esquecem dos problemas do povo, e mantém, após eleitos, distância daqueles que o elegeram. O povo caminha de forma autêntica – porque livre e voluntária sua vocação à fraternidade e à solidariedade, não é reconhecido por sua posição social, econômica ou política, mas por sua atitude.
Assim é, e o povo está cansado e quer uma política, que poderíamos definir como a recusa total da lógica do poder pelo poder, para implantar a lógica dos programas. Queremos o respeito à dignidade humana com o “desenvolvimento da pessoa e de todas as pessoas”. Queremos contribuir para maior dignidade no campo político e substituir a atual “democracia” por uma democracia autêntica e amadurecida. Que não seja somente uma definição política, mas a prática do AMOR ao próximo. DESPERTAR o sentido ético em todos os cidadãos para uma maior ÉTICA em todos os segmentos sociais – de cima para baixo e vice-versa – formando um novo cidadão para não sucumbir ao individualismo, mas contribuir para renovação da humanidade na prática dos valores maiores encontrados no evangelho e demais documentos da Igreja Católica.
Esta é a posição do Movimento Circulista no Brasil, sem partido, mas com posição clara.
Que os circulistas tenham um Natal Santo e que o Ano Novo seja realmente um ano na VERDADE e na ESPERANÇA. Que o Amor do Pai e a Paz do Filho estejam com todos os brasileiros.

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Homenagem a Urbano José Luchini

Renovar objetivos mantendo a missão

Um exemplo para a Nação

CTC de Vila Ema – SP: Colégio Leopoldo Brentano e nova diretoria

CTC Itaquera – SP: Cadeiras de rodas

CO Itapema – Guarujá: Formatura

CTC Santa Cruz das Palmeiras: Nova diretoria

CO Sorocaba – Brigadeiro Tobias: Contemplado em edital público

CO Rio Claro:  Reformas e mudanças

CTC Vila Prudente – SP: Orquestra, coral, formatura e terceira idade

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ANO 29 – EDIÇÃO N° 171 – MAIO/JUNHO/JULHO/AGOSTO

Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente – 75 anos e esbanjando vigor

          vp logo Círculo 75anos - CMYK - AZUL - 100-55-10-49 Um dos maiores círculos do Brasil, o CTC Vila Prudente completou 75 anos de fundação em junho, mostrando aos seus associados e à comunidade a sua pujança social e política. Com efeito, a entidade é hoje um complexo de atividades dividida em três grandes grupos: Educacional, Médico e Serviço Social, nos quais trabalham 500 funcionários, sendo que mais de 70% deles formados em cursos médio e superior.

 

 

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Fachada da sede do CTC Vila Prudente

Com sede e administração instaladas no centro de Vila Prudente (sudeste da capital paulista), o CTCVP mantém cerca de 25 programas voltados ao atendimento das classes menos favorecidas. São quatro Centros de Educação Infantil – CEI em convênio com a Prefeitura que atendem cerca de 900 crianças, um Centro da Criança e do Adolescente – Projeto Construindo o Futuro – que oferece reforço escolar e oficinas de arte e rudimentos de profissionalização a 240 jovens no contraturno escolar. Neste programa é desenvolvida há dois anos a Orquestra Infantojuvenil Vila Prudente, que já conta com mais de 50 componentes. Há também uma escola para crianças e jovens com necessidades especiais, a Nossa Escola, com mais de 70 assistidos.

Ainda na parte educacional funciona o tradicional Colégio João XXIII, com cursos do Minimaternal ao Ensino Médio e 1680 alunos. Neste último exame do ENEM o João XXIII ficou com a melhor nota da região, o que mostra sua qualidade de ensino.

O Departamento Médico da entidade conta com 15 profissionais que atendem com hora marcada em diversas especialidades. Frise-se que mais de 30% das consultas são oferecidas gratuitamente a pessoas cadastradas no Serviço Social. Este departamento é responsável pelo Dispensário Farmacêutico, onde são distribuídos medicamentos gratuitos sob receita, chegando a atender até 120 pessoas por dia.

O Serviço Social do CTCVP iniciou seu trabalho simultaneamente à fundação da entidade e foi precursor em utilizar assistentes sociais com nível universitário. O departamento tem sob sua responsabilidade programas de formação profissional nas áreas de encanador, pedreiro, azulejista, panificação e confeitaria, manicure e pedicure, todos em convênio com o Estado de São Paulo. Ainda no Serviço Social há o programa Polo de Prevenção à Violência Doméstica, que oferece aos interessados psicólogos, assistentes sociais e advogados.

Afora os serviços que disponibiliza em sua sede e nas 10 unidades que comanda, a direção do CTCVP tem um extenso trabalho político-social na comunidade. Foi através dele que o bairro de Vila Prudente conseguiu a Linha 2 do Metrô, a primeira linha de monotrilho do Brasil, canalização de córregos, preservação de áreas verdes, implantação de parques públicos e um sem número de benefícios. Não há político importante que deixe de passar pelo CTCVP para prestar contas de seu trabalho e ouvir reivindicações locais.

É importante ressaltar que o vertiginoso crescimento do CTCVP, assim como a ampliação dos serviços que oferece aconteceram nos últimos 35 anos de sua existência, com administração absolutamente leiga. Contudo, a entidade nunca esqueceu suas origens e os objetivos traçados pelos fundadores, quais sejam, a promoção do trabalhador, da população carente em geral e da própria comunidade onde está instalada.

Esta performance é fruto de uma administração responsável, técnica e profissionalizada, imprimidas pela Diretoria Administrativa composta por homens idealistas do bairro, que nada recebem por seu trabalho.

Acesse o site do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente – CLIQUE AQUI!

Editorial

É preciso ir à luta

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Newton Zadra, presidente da Fetcesp

A Nação atravessa uma situação política e econômica confusa e preocupante, talvez uma das piores de toda a história da República. O desemprego aumenta a cada dia, há visíveis sinais de inflação e, o que é pior, o quadro geral é de desesperança e pessimismo, tudo isso provocado por um governo fraco, por corrupção institucionalizada e, sobretudo, por incompetência político-administrativa.

Desacreditada até por seu partido e em assimetria com o Poder Legislativo, a presidente Dilma Rousseff virou um joguete nas mãos da caterva que a rodeia que, na ânsia incontida de poder, diminue drasticamente sua condição de governabilidade.

A presidente está tão desmoralizada que o vice-presidente Michel Temer, que é também o coordenador político do Governo, sai a público para dizer em alto e bom som que: “É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar a todos”. Fosse um(a) presidente com autoridade e personalidade teria dado bilhete azul ao seu vice ou, então, pegado seus pertences e saído pela porta dos fundos. Por menos que isso Getúlio Vargas cometeu suicídio, mas aquele trágico episódio histórico aconteceu em outros tempos, onde havia vergonha na cara e não se sabia o que era petrolão, mensalão e coisas afins.

Já no último número do Forças Novas, editado em abril, conclamávamos os dirigentes circulistas a se manifestarem sobre a situação, mas nosso alerta foi em vão, como tem sido outras iniciativas deste naipe. Clamamos no deserto, quando o certo seria protestarmos publicamente, solidários com outras instituições congêneres, isso tudo dentro do império da lei, sem partidarismo ou extremismos. Afinal, estes gestos de repúdio ao descalabro e à injustiça são parte legítima da democracia.

Se o circulismo quiser sobreviver como instituição social terá que sair desta posição amorfa e mostrar a cara à sociedade, insurgindo-se contra problemas em todas as esferas, como a recente chacina de 18 pessoas na Grande São Paulo, onde a Polícia Militar é grande suspeita, e contra a possível cartelização das obras do metrô de São Paulo, por exemplo. Nesta mesma linha, há uma infinidade de questões de ordem municipal e outras tantas regionais que estão no âmbito físico dos círculos que devem merecer também e principalmente a atenção dos dirigentes. Circulismo é, sobretudo, um organismo político, caixa de ressonância da comunidade e tribuna de discussões de problemas que afetam a população. Não é possível aceitar que um Movimento que beira aos 80 anos de idade permita um reducionismo em sua missão e em seus objetivos.

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João Rosa é vice-presidente da Fetcesp

Artigo: Bom para quem?

Agosto tem sido o mês das tragédias na política nacional. O mês já está terminando e oxalá se encontrem soluções para os dramas sem que a raia miúda pague com sofrimento pelos desatinos cometidos por aqueles em quem votaram na esperança de uma vida melhor.
Sofremos as consequências de uma economia desequilibrada! A Senhora Presidente e os seus ministros, na tentativa de equilibrar o baixo crescimento das receitas e o aumento das despesas do governo, cortou mais verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da área social e das áreas da saúde e da educação.

Não mexeu no número de ministérios! Por que não reduzi-los? Por que manter ministérios inúteis? Para quem está governando quando triplica a verba do Fundo Partidário, concede R$1 bilhão para emendas de parlamentares, corta verbas para saúde, para educação e veta o reajuste aos aposentados?
Pelo que vejo e ouço, sinto que em pouco tempo estaremos nos digladiando porque a um país sem educação, sem saúde, sem transporte e sem desenvolvimento restará a luta pela sobrevivência.

Defender o aumento de impostos e cortes de benefícios sociais são medidas prejudiciais ao bem comum, pois, onde há uma maior presença do Estado no controle da economia, os governos gastam mais recursos para assegurar a permanência no poder do que para produzir mudanças sociais necessárias.
Se quiserem realmente um Brasil para os brasileiros, é preciso que os governantes se conscientizem de que a melhor forma de equilibrar a situação é a contenção das suas despesas e mais liberdade econômica aos seus cidadãos.

Nós brasileiros queremos atitudes eficientes, duradouras e estáveis que tirem o Brasil da crise, da corrupção, da inflação e do desemprego. Uma sociedade convicta da sua responsabilidade, cujos membros passem a agir com equilíbrio nos gastos para uma vida menos atribulada.

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Laudato Si – Carta encíclica do papa Francisco

Edital de Convocação – AGO de prestação de contas

Fetcesp reivindica projeto de lei – legendas em programas de televisão

CTC Santa Cruz das Palmeiras – Programa de taekwondo

CTC Vila Ema – Colégio Leopoldo Bentrano

CO Vila Tibério – Ribeirão Preto

COPES – Círculo Operário de Sorocaba – Brigadeiro Tobias

75 Anos do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente

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ANO 29 – EDIÇÃO N° 170 – JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO/ABRIL – 2015

Fetcesp implanta gestão profissionalizada

A diretoria da Fetcesp está iniciando uma experiência que há muito vinha sendo acalentada pela entidade, qual seja a gestão profissionalizada de uma unidade circulista. O escolhido para por o plano em andamento foi o Círculo Operário de Sorocaba – COPES (100 km de São Paulo), instalado no bairro periférico de Brigadeiro Tobias. A escolha não foi aleatória. Ela foi resultado de estudos apriorísticos, como também das situações particulares daquele filiado. Para começar, a grandiosa sede do COPES é propriedade da Fetcesp, imóvel comprado há 4 anos e cedido ao filiado através de contrato de comodato.

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Sede do COPES – Círculo Operário de Sorocaba, unidade escolhida para o experimento.

Os funcionários, todos contratados pelo regime da CLT, foram treinados na Fetcesp e fizeram cursos por ela patrocinados. Por derradeiro, mas não menos importante, os diretores do COPES assim como os associados, aceitaram de bom grado que a presidência da entidade fosse ocupada por um membro da Federação, no caso, o companheiro Renato Salvatore Chiantelli.
Formado em Administração de Empresas, Renato tem larga experiência no terceiro setor, além de ser estudioso da matéria. Tem como qualidade, entre outras, a de formar equipes. Sabe como poucos utilizar as ferramentas modernas da internet e seus aplicativos, o que facilitará sobremaneira sua administração. Outro diretor oriundo da Fetcesp, Pedro Pereira da Silva, ocupará o cargo de tesoureiro. Contador formado e com larga vivência no setor, dará grande contribuição à entidade.

Na solenidade de posse da diretoria ocorrida dia 31 de março (ver mais na página 2) e que contou com a presença do vereador de Sorocaba, Luis Santos, o presidente da Fetcesp Newton Zadra discursou ressaltando que aquele era um momento histórico para o circulismo paulista e nacional. Estamos no limiar de uma nova era, onde a administração do COPES merecerá um tratamento de empresa, com avaliações de desempenho e de mérito em todos programas e ações, comentou Zadra. Contudo, isso não quer dizer que os voluntários, mormente os diretores agora eleitos, tenham seu valor minimizado, muito pelo contrário, da mesma forma, não será esquecida nossa missão e os valores que regem o Movimento Circulista, concluiu.
Ainda com a palavra, o presidente da Fetcesp aprofundou as explicações sobre o que considera administração profissionalizada: Ela não quer dizer que apenas profissionais dirijam um círculo, mas que todos assuntos inerentes da instituição tenham um tratamento profissional. E eles são muitos, finalizou.

Oportunamente, a Fetcesp editará um manual sobre o tema, não só explicando o plano em sua teoria, mas também relatando a experiência no Círculo de Sorocaba. No plano de profissionalização que ora se inicia, uma regra é indeclinável: todos os novos filiados que doravante forem fundados serão instalados em sedes de propriedade (ou alugados) pela Fetcesp. A medida é condição sine qua non para o sucesso do projeto.

Editorial

O circulismo e a atual situação
Newton Zadra

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Newton Zadra, presidente da Fetcesp

Um movimento como o circulismo com filiados em todo território nacional, que tem como doutrina a Justiça Social, que defende o trabalhador e a ética em seus múltiplos aspectos e é absolutamente contra atos de corrupção, tem o dever e a obrigação de se manifestar diante da situação caótica por que passa o país. Aliás, toda a sociedade, através de suas instituições, deveria marcar presença neste cenário, evidentemente dentro do império da lei, sem partidarismo e extremismos, sobretudo respeitando os princípios democráticos. O que não se pode é ficar calado diante do que vem acontecendo, sob o risco de vivermos situações como aquelas que antecederam o golpe militar de 1964 ou a que derrubou Fernando Collor da presidência da República.

Há corrupção institucionalizada, grave crise econômica e, no campo político, o que se vê é um balaio de escorpiões lutando mortalmente pelo poder, com a presidente totalmente fragilizada e refém das conhecidas raposas de plantão.
Embora vivendo este quadro, esperava-se que Confederação Brasileira de Trabalhadores Circulistas – CBTC, órgão que dirige o circulismo brasileiro, se pronunciasse e conclamasse seus filiados para uma ação conjunta ou, ao menos, refletisse sobre o problema. Contudo, nem uma reles correspondência a respeito foi enviada às federações ou filiados.  Em nenhum momento, a CBTC emitiu parecer a respeito, o que faz do Movimento Circulista uma corporação amorfa.

Foi por este tipo de omissão e tomadas de decisão equivocadas que entramos em declínio e chegamos onde estamos, com baixíssima expressão na sociedade. É decorrente desta situação que encontramos dificuldades em angariar voluntários.
Diante de tal circunstância, faz-se mister que federações e filiados tomem suas próprias iniciativas políticas. A Fetcesp, por exemplo, enviará carta aos deputados federais, dando sua opinião sobre os projetos, em tramitação no Congresso, de maioridade penal e terceirização do trabalho.
Embora estes sejam assuntos atuais, há outros que devem merecer nossa atenção. Entre estes o esfacelamento da indústria, o pesado ônus que recai sobre pequenos e microempresários e uma legislação trabalhista ultrapassada e draconiana que inibe a abertura de firmas e, consequentemente, a criação de empregos. Este leque de problemas deve sensibilizar o circulismo, se é que queremos voltar a fazer dele um real movimento.

Para onde vamos?
João Rosa

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João Rosa é vice-presidente da Fetcesp

Mais do que no passado, o que ouvimos hoje na boca do povo e através dos meios de comunicação é a palavra corrupção. É um polvo cujos tentáculos fez moradia nesta terra. É uma constatação muito triste dos fatos e comportamentos daqueles que deviam mostrar seu alto espírito cívico mas, tão ávidos em fazer fortuna, desviam recursos públicos e tudo o mais possível para si e para os parasitas do Estado brasileiro.
Porém, aqui fica um alerta para aqueles brasileiros que cumprem as suas obrigações para com o Estado e que labutam na transformação dos bens, colaborando com seu trabalho para o bem comum: que não caiam na armadilha de tirar vantagens em tudo, correndo o risco de pagar bem caro pela sua liberdade.

O governo brasileiro está conseguindo acabar com as expectativas de um futuro melhor. Aí está o dólar mais caro, a inflação disparada, o desemprego crescente, a confiança de toda a sociedade desabando, a Petrobrás na UTI e o governo somente preocupado com problemas de interesse dos partidos, de grupos e a perpetuação no poder. Dá-nos a entender que “quanto pior, melhor”.
A solução para crescente desigualdade no mundo e em particular no Brasil talvez não esteja nas elites, mas sim, acredito, na força e potencialidade dos cidadãos, no equilíbrio financeiro, no poder do consumo consciente. Não se deixar levar pelo crédito fácil e pela manobra do empréstimo consignado. A sociedade somente terá força para se contrapor aos grandes lobbies organizada e consciente. É a partir das bases que conseguiremos premiar ou punir tudo aquilo que vem ferir a dignidade humana e o bem comum.

No Brasil, há necessidade de mais educação, mais cultura, começando nos lares, nas escolas, nas igrejas e nos movimentos sociais, para desenvolvimento da economia e dignidade da pessoa humana. Que a família, como a primeira instituição social, se engaje neste processo na formação dos filhos para serem futuros protagonistas da transformação da sociedade. Fazer da nossa juventude “pessoas novas”, comprometidas com o destino da pátria.
Que o governo não nos dê nada, mas destine os recursos orçamentários – sem privilégios – oriundos dos impostos e taxas que recolhemos.
Que reine nesta terra o respeito aos direitos fundamentais e naturais da pessoa humana.
Que se preserve o Estado Democrático, porque as ditaduras são inimigas da liberdade.

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Eleição no Círculo de Sorocaba – COPES

COPES – Sorocaba – Presidente eleito fala de seu programa, metas e estratégias

CTC de Rio Claro tem nova Diretoria

CTC Itaquera – Núcleo de Desenvolvimento Econômico Sustentável

CO Sorocaba – COPES – Programas

CTC Vila Prudente recebe o prefeito de São Paulo

Centenário de Adolpho Bizarro, ex-presidente da Fetcesp

Foto-memória – Padre Leopoldo Bentrano

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ANO XXVII – N° 169 – SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO – 2014

Filiados elegem Diretoria da Fetcesp

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Diretoria eleita em 6 de dezembro de 2014

Expressivo número de filiados participou das duas Assembléias Gerais Ordinárias, no dia 6 de dezembro na sede da Fetcesp – a primeira destinada à apreciação das contas relativas aos exercícios de 2012 e 2013 e a segunda para eleger a Diretoria Administrativa e o Conselho Fiscal da entidade.
Como tem sido hábito nos últimos pleitos e reuniões, as AGOs extrapolaram as ordens do dia e da pauta, servindo para filiados exporem seus trabalhos e projetos, narrarem suas dificuldades, fazerem críticas e reivindicações e questionarem o que vem sendo desenvolvido pela Fetcesp. Tudo isso se desenrolou em clima fraterno e amistoso, como soer acontecer nas hostes circulistas.
A reunião foi aberta com oração proferida por João Rosa, Assistente Religioso da Fetcesp. As assembléias que ocorreram simultaneamente foram presididas por José Joaquim Nascimento, eleito por aclamação, que teve a secretariá-lo Maldi Maurutto.
Quanto à prestação de contas, a mesma demonstrou a boa situação por que passa a Fetcesp. O Conselho Fiscal da entidade, assim como os participantes das AGOs, aprovaram in totum o relatório. A seguir foi lido o edital de convocação para eleição da diretoria. O secretário lembrou que uma só chapa, a da situação, estava concorrendo, apesar da Fetcesp ter enviado diversas cartas aos filiados, solicitando nomes para comporem chapas ou chapas completas para disputar.
Não havendo competidor, o presidente da AGO apresentou a chapa da situação para apreciação, sendo ela eleita por aclamação e ficando assim constituída: Diretoria Administrativa: Presidente Newton Zadra (CTC Vila Prudente), Vice-Presidente João Rosa (CTC Penha de França), 1º Tesoureiro Renato Salvatore Chiantelli (CTC Vila Prudente), 2º Tesoureiro Pedro Pereira da Silva (CTC Vila Guilhermina), 1º Secretário José Faustino Jr. (CTC Itaquera), 2º Secretário José Joaquim do Nascimento (CTC Zona Noroeste), Assistente Religioso Leigo Antonio Carrieri (CTC Vila Prudente); Conselho Fiscal: Titulares – Lidia da Conceição Cartona Kloss (CTC Penha de França), Agenor Ortega Frederich (CTC Vila Ema), Givaldo dos Santos (CTC Itapema); Suplentes – Urbano José Luchini, Luiz Carlos Peruchi, Maria Inês Colombo Lobo.
Aproveitando o momento, foram entregues os prêmios, no valor total de R$75.000,00, relativos ao edital de projetos instituído pela Fetcesp. Foram os vencedores: CTC Santa Cruz das Palmeiras e CO do Itapema – Guarujá, com projetos de ampliação física para a instalação de novas oficinas. Cada um recebeu vinte e cinco mil reais. Como menção honrosa, o CO de Sorocaba, o CTC Vila Tibério – Ribeirão Preto e o CTC Vila Guilhemina – São Paulo também receberam oito mil e trezentos reais cada um, para a manutenção dos programas sociais já existentes.
A seguir, o presidente da AGO abriu a palavra aos presentes que puderam se pronunciar. Valdenilson Alves dos Santos (Mestre Pequeno), presidente do CTC Vila Formosa –SP, expôs os programas que sua entidade vem desenvolvendo, todos eles voltados à prática de esportes como a capoeira, tendo como meta os jovens carentes da região. Luiz Carlos Peruchi ressaltou o trabalho com a terceira idade que o CO Vila Tibério vem mantendo, hoje um paradigma em Ribeirão Preto.
Para concluir a AGO o presidente eleito fez candente discurso que vai transcrito em seu inteiro teor. Clique aqui para acessar.
Encerrada a Assembléia a Fetcesp ofereceu tradicional almoço aos presentes.

Editorial

Mais do mesmo

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Newton Zadra, presidente da Fetcesp

Este editorial é ambivalente. Por um lado, registramos com alegria a grande participação de filiados nas Assembléias Gerais, para tratar da prestação de contas e eleição da nova diretoria, tudo acontecido em clima de festa e fraterno espírito circulista. Contudo, sentimos ainda um travo de amargor pela situação que atravessamos. Isso porque a Fetcesp se viu compelida a reeleger praticamente toda Diretoria Administrativa e Conselho Fiscal, já que filiados e circulistas em geral não se apresentaram para disputar o pleito, apesar de todo esforço feito. O fato é uma demonstração de fraqueza dos nossos quadros que, de certa forma, mostram a pouca renovação da entidade e a falta de vontade em assumir responsabilidades. O fenômeno é analisado mais profundamente no discurso de posse do presidente Newton Zadra (clique aqui para ler o discurso na íntegra).
Por outro lado, chegamos ao fim desta gestão sem conseguirmos por em prática os projetos de expansão, que vimos acalentando há longo tempo. Isso se deveu não a nossa vontade, mas, sobretudo, a uma série de problemas ligados à burocracia, e à dificuldade em encontrar formas legais de implantar novos filiados. Parece-nos agora que finalmente achamos o caminho, e tudo faz crer que, em 2015, retomemos com vigor o crescimento do circulismo paulista.
Podemos garantir o que preconizamos, pois a Fetcesp, diferentemente de muitas organizações do terceiro setor, passa por um excelente momento econômico financeiro, com todo seu precioso patrimônio absolutamente conservado e promovendo rendas que nos permitem colaborar com os filiados.
Mesmo preocupados com a renovação de quadros e os problemas que atingem a maioria das instituições sociais, vamos entrar num novo ano cheio de ideais e esperança, crendo piamente que podemos dar um grande salto em 2015. A todos, nossos agradecimentos e o desejo sincero que Deus os ilumine trazendo saúde e paz a todos.

Artigo

A cigarra e a formiga: fábula petista

A disputa presidencial se resumiu em um verbo predominante na campanha: desconstruir. slide_3Em 12 anos de governo, o PT construiu, sim, um Brasil melhor, com índices sociais “nunca vistos antes na história deste país”. Porém, como partido, houve progressiva desconstrução.
A história do PT tem seu resumo emblemático na fábula A cigarra e a formiga, de Ésopo, popularizada por La Fontaine. Nas décadas de 80 e 90, o partido se fortaleceu com filiados e militantes trabalhando como formigas na base social, obtendo expressiva capilaridade nacional graças às Comunidades Eclesiais de Base, ao sindicalismo, aos movimentos sociais, respaldados por remanescentes da esquerda antiditadura e intelectuais renomados.
No fundo dos quintais, havia núcleos de base. Incutia-se na militância formação política, princípios ideológicos e metas programáticas. O PT se destacava como o partido da ética, dos pobres e da opção pelo socialismo.
À medida em que alçou a funções de poder, o PT deixou de valorizar o trabalho formiga e passou a entoar o canto presunçoso da cigarra. O projeto de Brasil cedeu lugar ao projeto de poder. O caixa do partido, antes abastecido por militantes, “profissionalizou-se”. Os núcleos de base desapareceram. E os princípios éticos foram maculados pela minoria de líderes envolvidos em maracutaias.
Agora, a cigarra está assustada. Seu canto já não é afinado nem ecoa com tanta credibilidade. Decresceu o número de sua bancada no Congresso Nacional. A proximidade do inverno ameaça.
Mas onde está a formiga com suas provisões? Em 12 anos, os êxitos de políticas sociais e diplomacia independente não foram consolidados pela proposta originária do PT: “organizar a classe trabalhadora e os excluídos”.
Os avanços socioeconômicos coincidiram com o retrocesso político. Em 12 anos de governo, o PT despolitizou a nação. Preferiu assegurar governabilidade com alianças partidárias, muitas delas espúrias, em vez de estreitar laços com seu esteio de origem, os movimentos sociais.
Tomara que Dilma cumpra sua promessa de campanha de avançar nesse quesito, sobretudo, no que diz respeito ao diálogo permanente com a juventude, os sem-terra e os sem-teto, os povos indígenas e os quilombolas.
O PT, até agora, robusteceu o mercado financeiro e deu passos tímidos na reforma agrária. Agradou as empreiteiras e pouco fez pelos atingidos por barragens. Respaldou o agronegócio e aprovou um Código Florestal aplaudido por quem desmata e agride o meio ambiente.
É injusto e ingênuo pôr a culpa da apertada e sofrida vitória do PT nas eleições de 2014 no desempenho de Dilma. Se o PT pretende se refundar, terá que abandonar a postura altiva de cigarra e voltar a pisar no chão duro do povo brasileiro, esse imenso formigueiro que, hoje, tem mais acesso a bens materiais, como carro e telefone celular, mas, nem tanto a bens espirituais: consciência crítica, organização política e compromisso com a conquista de “outros mundos possíveis”.
* Frei Betto é assessor de movimentos sociais e escritor. É autor de
A Mosca Azul – Reflexão sobre o Poder (Rocco), entre outros livros.

Artigo

Isto é possível

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João Rosa – Vice-presidente da Fetcesp

Estamos terminando mais uma gestão de Diretoria Administrativa e Conselho Fiscal da Fetcesp e, também, mais um ano de atividades.
Um ano diferente diante dos acontecimentos: copa do mundo, eleições, manifestações de rua, os 25 anos da queda do Muro de Berlim e o Sínodo dos Bispos, no Vaticano.
Assuntos candentes a exigir muita reflexão, atentos aos sinais no dia a dia das nossas relações na família, no trabalho, na comunidade, com o nosso próximo.
A sabedoria popular diz: O futuro a Deus pertence. Será correto ou justo jogar tudo para Deus? Será que esse futuro não está, igualmente, em nossas mãos? Todas as informações que vêm ao nosso conhecimento através da imprensa escrita, falada e televisiva não nos dizem respeito?
O que dizer da falta de ética na política, na prepotência, na mentira, nas vaidades, na ostentação, que grassam numa sociedade individualista, egoísta, secularizada, que nega a fraternidade comum para maior desenvolvimento da pessoa humana. Que nega à pessoa humana os direitos inalienáveis, garantindo-lhe a possibilidade em satisfazer as suas necessidades primárias de alimentação, vestuário, educação, habitação, transporte, segurança e lazer.
Os programas sociais doados pelo governo tornam a pessoa capaz ou criam dependência?
O paternalismo é pernicioso. Ele cria acomodação.
O individualismo é o inimigo número um das organizações sociais, da vida em sociedade. “Ele desencadeia o conjunto de misérias, tribulações e desgraças que todos lamentamos”.
Vivemos em um país continente, onde a distância e o isolamento, ainda hoje, nos indicam o grau de civilização e, ante a perplexidade de comportamentos e decisões do governo, ante a diversidade dos projetos e leis, são propostos e até impostos para a salvação da Pátria, ao invés de promover, estimulam o supérfluo quando, para muitos, ainda falta o necessário.
Frei Patrício Sciadini em entrevista na Canção Nova nos deixou o seguinte recado: Deus se doa a quem a Ele se doa. Estar junto é caminho para a reciprocidade. Usar sempre o Evangelho; às vezes com a palavra. Quem ora, ou muda de vida, ou deixa de rezar.
A nossa Missão deve ser Ação com gestos, atos e comportamentos como pessoa e cidadão. O ideal cristão é a única força de oposição baseada na verdade, na natureza das coisas e na revelação divina.
A posição cristã tem em conta a alta dignidade humana e o império da pessoa humana na sociedade.
Tudo isso posto, conclamo os companheiros circulistas para juntos quebrarmos o individualismo existente pois, também na diversidade, podemos estar unidos em defesa dos ideais do nosso fundador. Estarmos juntos para, na reciprocidade, reabilitarmos o circulismo em nosso Estado.
Tomar uma posição verdadeira e cristã tendo presente a alta dignidade da pessoa humana e a imperiosa exigência da sociedade formada por pessoas, pois pertencemos a entidades que comungam os mesmos objetivos, os mesmos fins, os mesmos ideais.
Que o Menino Deus nos abençoe neste Natal para que no próximo Ano o nosso compromisso seja com a verdade e o propósito da Unidade, em Cristo.

* João Rosa
Vice-presidente da Fetcesp

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ANO XXVII – N° 168 – MAIO/JUNHO/JULHO/AGOSTO – 2014

ELEIÇÕES 2014

urna-eletronica-620x330Por sua periodicidade quadrimensal, esta é a última edição do boletim Forças Novas antes das eleições de outubro. Como tal, torna-se um imperativo abordarmos o assunto, não só porque é atual e de interesse nacional, como também por defendermos a longo tempo e de forma contínua a participação das entidades do terceiro setor, como são a Fetcesp e seus filiados, na discussão política, na análise dos programas partidários e no perfil dos candidatos. A eventual omissão de um importante segmento social como o nosso no processo eleitoral só contribuirá para facilitar a vida de aventureiros, demagogos, corruptos e ineptos, no seu avanço predador sobre os destinos e cofres da Nação. O Circulismo é um movimento social cristão nascido no seio da Igreja, cujo escopo é a elevação do trabalhador em todos os níveis, mas empunha também bandeiras para instauração de uma sociedade justa, fraterna e solidária, onde impere a ética e as virtudes universais. Neste sentido, eleições são momentos únicos para depurarmos os quadros políticos, explicitarmos nossas propostas, registrarmos protestos e trazermos à luz aspirações e reivindicações comunitárias. Como federação que congrega 22 círculos paulistas, temos recomendado aos nossos co-irmãos o procedimento para se manter nestes períodos. Eles estão consubstanciados nas seguintes posturas: a) Não atrelamento a candidato ou partido, mesmo que estes comunguem com nossos ideais e/ou sejam militantes. Podemos até apoiá-los pessoalmente, mas, de nenhuma forma, envolver a entidade no processo, pois a mesma ficará estigmatizada se o fizermos. b) Absoluta pos- tura democrática, abrindo nossas sedes indistintamente a todos partidos e candidatos, para ouvir propostas e promover debates onde são ex- postos os princípios de nosso ideário e os valores que regem o Movimento. c) Análise criteriosa dos candidatos e seus programas, tendo como meta extirpar do quadro eleitoral pessoas sem passado de trabalho, líderes de fancaria e oportunistas que gozam de uma popularidade efêmera e vazia para se projetarem d) Procurar interpretar as aspirações da comunidade onde estamos instalados, assim como da população em geral, e colocar estas demandas de forma clara. d) Atenção redobrada a candidatos e partidos que insidiosamente propõem regimes e ações exóticas, que venham solapar o regime democrático. Além das lutas tradicionais a favor do trabalhador e das comunidades onde estamos instalados; vimos defendendo nos últimos tempos a criação de programas que valorizem a terceira idade, estrato etário que cresce em proporções exponenciais. Há um sem número de benefícios a serem reivindicados e alcançados. Por derradeiro, lembramos que a luta contra a droga em todas as frentes, seja na educação de jovens como na prevenção através de programas específicos, tornou-se uma obrigação de todos. Este é o momento de explicitarmos com veemência estas posições.

Editorial

Zadra

Newton Zadra – presidente da Fetcesp

A Fetcesp promoveu certame entre seus filiados, no qual os melhores projetos de programas sociais foram aquinhoados com generosa premiação. O evento que teve como meta estimular o movimento circulista de São Paulo ficou abaixo das expectativas da Fetcesp, naquilo que diz respeito ao número de concorrentes. Esperávamos que todos os círculos apresentassem sua proposta, mas não foi isso que aconteceu – houve pouca participação. Nada justifica a omissão de filiados, já que as exigências para competir eram triviais e os próprios departamentos técnicos da Fetcesp colocaram-se à disposição para colaborar na elaboração de projetos e propostas, assim como esclarecer dúvidas.
Todavia, a qualidade dos projetos apresentados esteve acima dos níveis normais e os classificados se rivalizaram entre si, em alcance social e benefícios para a comunidade, associados e usuários. A decisão foi difícil.
Um dos círculos ganhadores é o de Santa Cruz das Palmeiras, unidade que tem servido de paradigma aos co-irmãos. Instalado num prédio simples, sem nenhuma sofisticação e com parcos recursos, o CTCSC tem aquilo que é fundamental a uma entidade social:ideal de servir e diretores que não medem esforços e sacrifícios para atender os associados e a comunidade onde está instalado.
Quando vemos dirigentes de círculos mais antigos e maiores queixando-se da situação ou dizendo que não há serviço a prestar pois a prefeitura ou o estado já cumprem com as necessidades, vem-nos à mente o Círculo de Santa Cruz.
É ali que surge em sua plenitude a assertiva de padre Lebret, contida no seu livro Princípios para ação: “Exercer nossos esforços nos setores que ficaram disponíveis; tomar a nosso cargo aquilo que resta por fazer”. E, a rigor, ainda há muito que fazer, principalmente nas franjas das cidades, onde reúnem-se os estratos mais pobres da população. Nestas localidades, se verá, há muito o que fazer. E lá é o nosso lugar. Lá, com os humildes e deserdados que um cristão deve ficar.

Eleições – Um ato cívico

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João Rosa

O Brasil é um país de terras férteis e recursos naturais infindáveis e tem uma população superior a 200 milhões de pessoas. Porém, toda essa riqueza não é respeitada e está sendo devastada sem dó e nem piedade. Nesta Terra de Santa Cruz impera o individualismo, a intolerância aos desiguais e à diversidade. Da forma como correm as coisas, construiremos neste país não uma nação, mas uma Torre de Babel, como os descendentes de Sem.

Segundo o filósofo francês Henri Bergson, “a democracia antes de ser uma definição política é um conceito bíblico. A democracia moderna tem sua gênese no Evangelho”. Estas expressões, eu as ouvi do saudoso e eminente político brasileiro, governador Franco Montoro, no Palácio do Governo paulista, ele que foi militante circulista em sua juventude.
O jornalista italiano Igino Giordani (1894-1980), com uma profícua carreira política junto ao Vaticano, dizia: “A política é feita para o povo e não o povo para a política. Ela é um meio e não um fim. Antes a moral, o homem, a coletividade, depois o partido, o programa partidário, as teorias de governo. A política é – no mais digno sentido cristão – uma serva, e não deve tornar-se senhora: abusiva, dominadora, dogmática….. ser serviço social, caridade em ação, primeira expressão da caridade pátria. O centro da reforma ou da revolução é o homem. Não existe povo soberano se o cidadão for servo”.
Nós queremos construir uma Nação e, para construí-la, é preciso que tenhamos maturidade política e somente um povo com maturidade política consegue este desiderato.
O pleno gozo da cidadania está no uso dos direitos inalienáveis da pessoa humana e no cumprimento consciente e voluntário dos deveres e dos direitos cívicos. É na cidadania que queremos construir esse ideal que buscamos: uma Pátria, verdadeiramente democrática, onde os valores maiores – o homem, a moral, a coletividade, a prática do civismo e, depois, o partido, o programa partidário, as teorias de governo, estejam subordinados ao bem comum.
“Nenhum homem é bastante bom para governar a outro sem o seu consentimento” (Abraham Lincoln). Então, preparemo-nos para a ida às urnas. Vivemos momentos conturbados, cheios de informações que intimidam e nos enchem de apreensão. Como cidadãos e cidadãs que se interessam por um País livre e democrático, votemos pelo andamento da boa administração pública, tendo como premissa o bem comum e uma vida digna para todos os brasileiros. Se o representante escolhido não corresponder, agir de acordo com a Lei. Este País precisa ser reciclado e depende, também e sobretudo, de cada um de nós. Afinal é para isso que existimos.
• João Rosa é assistente religioso da Fetcesp

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ANO XXVII – N° 167 – JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO/ABRIL – 2014

ANCHIETA

São José de Anchieta

Foi canonizado pelo papa Francisco, no dia 3 de abril, o padre jesuíta José de Anchieta, um dos fundadores de São Paulo. Nada mais justo e oportuno. A história de vida de Anchieta, carregada de fé, abnegação e estoicismo, deve servir de exemplo, não só a católicos, mas indistintamente a todas futuras gerações. Chegado ao Brasil em 1553, na expedição de Duarte da Costa, o ainda estudante Anchieta, então com 19 anos de idade, sofria de escoliose advinda de tuberculose óssea, agravada em acidente ocorrido no seminário, que o deixou com desvio na coluna.
Aportando na Bahia, Anchieta encaminhou-se para o sul, juntando-se aos seus companheiros de congregação em São Vicente, cidade recém-fundada por Martim Afonso de Souza.
Tendo a liderá-los o padre Manoel da Nóbrega, os jesuítas, com toda hercúlea determinação que a tarefa impunha, sobem a serra e, depois de passar por Santo André da Borda do Campo, rumam para os campos de Piratininga, onde no dia 25 de janeiro de 1554 (dia de São Paulo) fundam a cidade. “Na realidade a fundação não foi de uma cidade ou vila, como disse o historiador Luiz Augusto Kehl, mas para ser um colégio, um centro espiritual de catequese e divulgação da fé cristã no Novo Mundo.”
Padre Anchieta extrapolou a assertiva do historiador e os ditames dos jesuítas. Sua volúpia pelo conhecimento e educação e seu amor missionário aos nativos levaram-lhe a aprender a língua tupi, idioma que, nem bem passado um ano, falava corretamente, dada sua convivência cotidiana e amigável com os índios. Foi de Anchieta a primeira gramática de tupi, elemento básico para sua pregação dos postulados cristãos.
Consolidada a fundação de São Paulo, padre Anchieta volta ao litoral, percorrendo a pé o árduo trajeto até Guarujá e Mongaguá, para inaugurar missões indígenas, andando através de picadas abertas a facão, ou pelas praias, onde nos finais de tarde escrevia seus poemas. Em 1562, ele e seu superior padre Manoel da Nóbrega partem rumo a Iperoig (hoje Ubatuba), para conter a revolta dos índios Tamoios, que junto com os franceses lutavam contra os portugueses. No sentido de apaziguar a tribo, padre Anchieta aceitou ficar refém como garantia.
A relação de Anchieta com os Tamoios se transformaria em amizade, o que mais à frente facilitaria a negociação com a tribo para a fundação do Rio de Janeiro em 1565.
Em 1566, foi enviado à Capitania da Bahia, com o encargo de informar ao governador Mem de Sá o andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. Por esta época, foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade e, em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu durante 10 anos.
Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573. Em 1569, fundou a povoação de Reritiba (ou Iriritiba), atual Anchieta, no Espírito Santo. Foi ali que morreu em 1597, quando ainda trabalhava pelas populações pobres.
Chamado de “O Apóstolo do Brasil” após sua morte, padre José de Anchieta foi um fundador de cidades e missionário na mais alta expressão do termo. Foi gramático, poeta, teatrólogo e historiador. Seu apostolado não o impediu de cultivar as letras, compondo textos em português, castelhano, latim e tupi.

EDITORIAL
1º de maio

Ainda ressoam, na memória dos circulistas de São Paulo, as grandes manifestações do Dia do Trabalho, acontecidas nas décadas de 40 e 50, quando romarias de operários partiam da Praça da Sé, caminhando ao longo de sete quilômetros, através da Av. Celso Garcia, até o bairro da Penha. O evento cívico-religioso servia não só para reverenciar Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade, mas sobretudo como mote a reivindicações salariais, melhoria na qualidade de emprego e direitos trabalhistas, assim como a luta contra a insidiosa infiltração comunista em sindicatos e órgãos representativos dos trabalhadores. Atos desta natureza davam uma dimensão clara da importância política e social do Movimento Circulista, numa época em que os sindicatos operários, manobrados por pelegos, eram meras extensões do governo ou, senão, complacentes e coniventes com a classe empresarial.
Lembrar estes fatos não é saudosismo estéril; eles são parte da história do trabalhismo paulistano, no qual os círculos operários tiveram papel determinante. Para nós, dirigentes da Fetcesp, estes acontecimentos continuam vivos e servem como parâmetro e exemplo ao que sucede no Movimento Circulista atual. A comparação é lamentavelmente a favor dos nossos antepassados. O circulismo dos dias de hoje é um espectro do que foi, seja porque seus objetivos ficaram anacrônicos, pelo próprio desenvolvimento da sociedade, ou ambos, o que é mais provável.
Neste quadro, há perguntas óbvias, como por exemplo: “Porque não fizemos uma atualização da missão e objetivos? Porque não conseguimos suportar o ônus de caminhar sozinhos sem o apoio da Igreja, que nos abandonou depois da fundação da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – em 1952? Porque os círculos não foram à periferia onde nossa presença mais se faz necessária? “.
O reconhecimento destas falhas nos induz a buscar novos caminhos, não sem antes auscultar a sociedade para tentar atender suas atuais aspirações, isso tudo em absoluta consonância com nossos princípios calcados na Justiça Social cristã.
Num momento em que surgem graves desafios como o atendimento à terceira idade que aumenta em números geométricos, ou a tragédia das drogas que afeta grande parte da população jovem em todo Brasil faz-se mister que o circulismo re-estude seu papel. A Fetcesp está nesta trajetória. Por outro lado, é preciso que as unidades circulistas se voltem de forma efetiva ao atendimento dos estratos mais carentes da população. Esperamos que os companheiros de todo Brasil reflitam sobre o tema.

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Nação brasileira, vamos despertar?

João Rosa – Assistente Religioso da Fetcesp

Desde a sua origem, o Brasil tem vivido o signo da instabilidade! Agora, muito mais do que dantes, atravessamos um momento de crise.
Nota-se hoje claramente que uma simples mudança das leis não é suficiente. O problema básico não está aí. O Brasil sofre de um mal muito mais profundo – ele não é econômico nem institucional. É o mal moral! Enquanto este não for corrigido pela raiz, as mudanças, por mais profundas que possam parecer, ficarão na superfície e não acumularão senão ilusão sobre ilusão. Está na hora de irmos ao encontro de valores maiores que não se reduzem às conveniências de momento, quer das pessoas, quer das facções, quer dos partidos. Os homens devem chegar ao consenso, por meio do equilíbrio e da verdadeira autenticidade porque, no campo geopolítico ou no campo socioeconômico, nada poderá ser levado a bom termo sem antes o principal de todos os problemas – a verdadeira autenticidade do homem – seja resolvido no campo moral e espiritual. É preciso que os homens dobrem a clarividência – olhar para o alto e ter os pés no chão – para perceber que a eliminação das diferenças estará sempre situada no plano moral e espiritual. Que os nossos governantes e políticos e a sociedade em todos os seus segmentos compreendam e aceitem a verdade evidente de que rebelião, corrupção, impunidade e desrespeito ao princípio fundamental da dignidade humana nada têm em comum com a Justiça e Paz Social. Que haja compreensão entre todos os brasileiros (governo e governados). Para que ela seja recíproca, é necessário que haja coragem e firmeza em acender a chama rutilante do civismo, do patriotismo, construindo uma nação baseada no amor fraterno e na solidariedade. Despertar, em cada brasileiro, os sentidos em defesa de tudo que lhe é de direito: saúde, transporte, educação, habitação digna, lazer. Contudo, para se ter direito, é necessário também a obrigação. Atitudes corretas de cidadania. Pois é no esforço de cada cidadão que a nação adquire o seu valor.
Abrir novos caminhos – através do voto – não dando oportunidade aos partidários da miséria, que conseguem deste estrato social seus objetivos políticos inconfessáveis. Eis o desafio, na hora presente: formar e/ou descobrir novos lideres, estadistas com o espírito cívico e altruísta, defensores da pátria, dispostos em encontrar os meios e, com firmeza de atitudes, acabar com tudo que aí está: violações e degradação da dignidade humana. Todos os segmentos da sociedade estão aniquilados pela falta de lideranças autênticas e descomprometidas. É agora, ao votar, que você pode mostrar o seu bem querer pelo Brasil. Queremos conquistar as leis sociais, não por favor, mas como direito inalienável da pessoa humana. Comemoramos, no dia 15 de março, 82 anos de circulismo no Brasil e aqui, também, temos um compromisso de renovação, objetivando a Unidade do Movimento em termos de São Paulo e Brasil. Que São José Operário interceda por nós, um Ideal Comum na prática do circulismo, tendo à frente Cristo, pois: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu Nome, Eu estarei com eles”. Que o Cristo ressuscitado nos transfigure e participemos da sua glória cumprindo os nossos deveres de verdadeiros Cristãos e Brasileiros preocupados com o destino da Pátria.

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ANO XXVI – Nº 166 – SETEMBRO/OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO – 2013

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Cardeal Dom Odilio Pedro Scherer

O Advento e o Natal são períodos especialmente marcados pelo Evangelho da alegria. O papa Francisco, com sua exortação apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual (Evangelii Gaudium), convidou toda a comunidade da Igreja a se envolver, de forma renovada, na evangelização, destacando que o Evangelho, anúncio bom e alegre, deve chegar a todos.
É interessante que, lendo as palavras do Novo Testamento depois de conhecer a Evangelii Gaudiam, saltam aos olhos as características da alegria e da esperança no anúncio do Evangelho, confiado à Igreja. Sem esquecer que também se trata de um chamado à conversão e a fazer escolhas difíceis, não se pode transformar o Evangelho ou identificar a pregação da Igreja num elenco de “não pode”, ou num fardo imposto sobre as pessoas.
O caminho estreito é consequência do anúncio de algo grandioso e sumamente bom, como é experiência do amor misericordioso de Deus e sua proximidade em relação a nós. Portanto, é possível também propor a cruz de Cristo no caminho que leva a Deus; sem ela não há autêntica escolha por Deus.
No nascimento de Jesus, o anjo disse aos assustados pastores de Belém: “Não tenhais medo; eu vos anuncio uma grande alegria, que será alegria também para todo o povo” (Lc 2.10). Os pastores foram a Belém, viram e experimentaram grande alegria e foram iluminados pela glória de Deus, irradiada pelo recém-nascido deitado sobre palhas… E voltaram para suas ocupações, contando a todos o que tinham visto e ouvido; e assim a sua alegria tornou-se “alegria para todo o povo”.

Boa notícia para todo o povo!
São típicos do tempo do Advento e do Natal a abertura à solidariedade e os gestos de bondade e partilha. Isso é muito bonito e tem relação direta com a experiência cristã do Natal. Que isso não se perca nem seja substituído por atitudes cada vez mais individualistas e egocêntricas. Há o risco de se diluir o verdadeiro “espírito de Natal”, deixando que ele seja absorvido pela tendência cultural dos dias atuais, marcada pela busca sôfrega de satisfações particulares.
Que as ações de bondade e de amor fraterno continuem a irradiar a esperança e a alegria , fazendo com que o Natal signifique “alegria grande para todo o povo”. Os pobres, os doentes e os “pequeninos” deste mundo são os que mais têm a necessidade de ouvir a alegre notícia do Natal.
Não deixemos de fazer gestos que testemunhem a alegre mensagem que temos a comunicar aos outros, quer por uma visita pessoal, quer por um momento de oração e de partilha comunitária da Palavra de Deus. As novenas de Natal em família ajudarão a criar um clima de fé, no qual é possível acolher o Deus-que-vem e que já está no meio de nós. Sem uma preparação espiritual, é possível celebrar um Natal com mesa farta de comidas e guloseimas, esquecendo até mesmo Jesus Cristo, primeiro homenageado dessa festa.
Para que o bel anúncio do Natal continue a ser a ”boa notícia para todo o povo”, é necessário que o Evangelho seja anunciado a todos e testemunhado de muitas maneiras. A Campanha Nacional para a Evangelização precisa do apoio generoso de todos. Bom Natal. Deus esteja convosco.
* Artigo escrito pelo Cardeal Dom Odilio Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, publicado originalmente no jornal O São Paulo.

EDITORIAL

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Newton Zadra, presidente da Fetcesp

O Movimento Circulista de São Paulo, como do resto de todo Brasil, atravessa uma de suas piores fases, talvez a pior de todas na sua octogenária trajetória. A decadência fica visível na falta de fundação de novas unidades e, no que é pior, no doloroso fechamento de veteranos co-irmãos.
Este quadro desolador agrava-se ano a ano, sem que providências práticas sejam tomadas. Reuniões tornam-se momentos para afirmações bizantinas e exposição de idéias gongóricas, mas sem nenhum cunho de ordem prática.
Na realidade, a decadência é fruto de um quadro de dirigentes petrificados, de falta de atualização da missão e objetivos do Movimento e de um amadorismo tacanho, falhas inadmissíveis em organizações do terceiro setor.
A rigor, o circulismo não pode afirmar mais que é um movimento, quando se sabe que movimento é “uma série de atividades organizadas por pessoas que trabalham em conjunto para alcançar determinado fim”. Ninguém pode negar que há muito tempo estamos longe disto. Filiados, federações e confederação têm programas particulares sem nexo entre eles.
Para tentar reverter tal quadro, fizemos uma profunda e impiedosa análise nas ações da Fetcesp e filiados. Com este raio x, comparamos o circulismo paulista a instituições congêneres que passaram pelos mesmos problemas e se reergueram. As medidas que preconizamos foram expostas em trabalho enviado aos companheiros de São Paulo e da Confederação Brasileira de Trabalhadores Circulistas. Elas podem ser consubstanciadas em quatro itens:
a) Atualização dos objetivos do circulismo. Sugerimos que doravante nossa atenção se volte ao atendimento da terceira idade, já que este estrato etário aumenta em proporção geométrica e o poder público não tem e nem terá condição de atendê-la a curto e médio prazo. Outras áreas de serviço social já estão razoavelmente atendidas. Supletivamente poderemos prestar outros serviços em cidades em que haja esta necessidade.
b) Profissionalização das unidades – com a profusão de novas e intrincadas leis e com a necessidade de captação de recursos, fica evidente que um administrador voluntário não pode cumprir tais exigências. É imperioso que um profissional seja responsável pela unidade.
c) Os órgãos diretivos (Fetcesp e CBTC) precisam ter soberania legal sobre os filiados. Entidades como os círculos, que tem CNPJs próprios, são regidas pelo Código Civil e subordinadas unicamente à Assembléia Geral dos seus associados. A Fetcesp não pode interferir de fato e de direito no filiado. Assim……
d) Auto sustentabilidade – foi-se o tempo em que uma entidade social como são os círculos podia sobreviver apenas da receita advinda do seu corpo associativo. Nos dias atuais há necessidade de se criar um departamento de captação de recursos (profissionalizado) que busque apoio em suas comunidades, junto à indústria e ao comércio e a colaboradores beneméritos. Da mesma forma, fazer convênios com governos municipais e estaduais para desenvolver programas.
Em suma, são estes quatro itens centrais que apresentamos à CBTC. Aguardamos 2014 na expectativa de implementarmos estas idéias. Bom Natal e Próspero Ano Novo.

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Façamos todos alguma coisa pela melhoria do mundo em que vivemos

Como comemorar o Natal e manter a esperança num Ano Feliz, se vivemos de promessas e ilusões?

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João Rosa

Vivemos em uma sociedade egoísta, individualista, secularizada. Uma sociedade que esqueceu o Menino Deus e renegou o Cristo Homem Deus, os seus ideais de amor fraterno, de honestidade, de valores humanos e éticos onde impera o interesse egoístico, o engodo racionalizado, a corrupção como a lei única do relacionamento humano.
Sente-se a falta de humanidade em todos os sentidos. De cima para baixo e até entre os marginalizados, não existe mais solidariedade que aliviaria os apertos da sua penosa necessidade – no campo da saúde, do transporte, do saneamento, da segurança, da moradia, da educação, do salário digno para o trabalhador que produz, que transforma as riquezas, contribuindo assim para o desenvolvimento do país, e não um parasita que vive às custas das benesses e vantagens de um assistencialismo e paternalismo gastos e incongruentes que levam à corrupção, à anarquia e à desordem.
A crise de autoridade e o abuso do poder levam aqueles que deveriam ser modelos nos postos de comando e que, remunerados pelos contribuintes com suas atitudes, aumentam a miséria econômica e moral. Assim, aumentam aos menos avisados a prática da rebelião criminosa, o assalto à mão armada e o apropriamento dos bens alheios. Tudo isso são meios para que os fundamentalistas políticos alcancem seus objetivos.
Todavia, como cristãos, devemos sim celebrar o Natal, proclamando a existência do filho de Deus que nasce para nossa salvação e libertação. Este acontecimento é o único que pode salvar a sociedade.
Vamos, sim, celebrar este Natal de um Cristo que nos liberta do ódio, que nos reforça na esperança, para o que existe ainda, em cada brasileiro de bem; é reivindicação de direitos a obrigações iguais e confiança na existência de uma justiça.
Conclamo, aos companheiros e a todos aqueles que nos honram com sua leitura, que celebrem este e tantos outros natais, partilhando, com todos os homens de Boa Vontade, os anseios de um Brasil, irmanados na Fé e na Esperança.
* João Rosa é assistente religioso da Fetcesp

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