Reflexão – Artigo de João Rosa

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João Rosa, Vice-Presidente da Fetcesp

Não podemos nos manter indiferentes quanto à perda da legitimidade do legislativo e do judiciário brasileiros.
No momento de votar devemos estar imbuídos do mais alto espírito cívico!
Diante da URNA não podemos ter atitude pequena, mas assumir a responsabilidade de cidadão cônscio da prática de um ato em favor do destino da nação.
Aí está a votação recebida pelo senhor Francisco Everaldo Oliveira e Silva, o Tiririca, segundo deputado mais votado da história. Ninguém quer negar-lhe o direito como cidadão brasileiro.
O erro está na irresponsabilidade daqueles que lhe deram o seu voto, cuja causa está, também, no sistema político brasileiro, o presidencialismo de coalizão.
Essa expressão foi criada em 1988, pelo cientista político Sérgio Abranches, designando o relacionamento entre legislativo e executivo brasileiro cujo sistema eleitoral proporcional ao número de partidos criados está a exigir da previdência grande capacidade de articulação para bem governar. Porém, o que se nota na verdade é uma troca de favores da parte do governo para obtenção do apoio parlamentar.
Todavia, observa-se que coalizão acontece em muitos outros países parlamentaristas e presidencialistas. Portanto, ocorre em todo lugar do mundo.
Porém, mudanças, mesmo pequenas, devem ser feitas no aperfeiçoamento do sistema político brasileiro não no calor da luta, intempestivamente, mas na calma, no diálogo franco, aberto, tanto na parte dos políticos, da sociedade e da imprensa.
Os fatos estão a exigir da classe política: comportamentos éticos; instituições melhores; uma sociedade de cidadãos melhores, conscientes, participativospara superar essa contingência política, econômica, institucional e de representatividade. A reforma política decantada a muitos anos porém nunca concretizada.
O Poder Judiciário tem, nesta conjuntura, um papel proeminente diante de um Executivo com problemas de toda ordem e um Legislativo desacreditado. O Judiciário aparece como o grande poder do século XXI, apesar de dúvidas e incertezas que esse desequilíbrio possa trazer para a democracia brasileira.
Unidos em favor do bem comum, construindo uma NAÇÃO e formando um povo na austeridade, na transparência, na honestidade para que cada um conquiste os seus direitos no cumprimento dos seus deveres.
A Ordem Social, a conquistaremos com a tolerância para com os diferentes sem submissão, mas com a verdade. “Sejamos escravos da verdade e seremos realmente livres”.
O movimento circulista está inserido neste contexto pelos seus objetivos e finalidades.
Que cada dirigente tenha a sua participação política, tenha posições diferentes, as quais respeitamos e devem ser ouvidas com serenidade. Temos afirmado que o exercício de uma vida circulista passa pelo respeito, pela escuta e pelo acolhimento do diferente.
Observa-se que em nosso meio existem opiniões formadas e cada um acredita no que faz e julga ser a verdade.. Porém, as verdades são muitas!
Se soubermos ouvir respeitosamente as opiniões dos outros e ter participação ativa, sairemos mais enriquecidos para o diálogo, canalizados para o bem comum.
A prática da reciprocidade deve ser a nossa preocupação, o nosso exemplo!
A nossa indisposição de amar-nos como irmãos não nos permite realizar plenamente o nosso desiderato. É na UNIDADE que encontraremos forças para a realização dos nossos objetivos. Cristo nos diz: “Que todos sejam um para que o mundo creia”.
A bondade, a ação, a solidariedade são virtudes que o cego vê e o surdo escuta!
O companheirismo no circulismo deve ser um sentimento Divino.

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