O circulismo e a atual situação

O circulismo e a atual situação

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Newton Zadra – presidente da Fetcesp

Um movimento como o circulismo com filiados em todo território nacional, que tem como doutrina a Justiça Social, que defende o trabalhador e a ética em seus múltiplos aspectos e é absolutamente contra atos de corrupção, tem o dever e a obrigação de se manifestar diante da situação caótica por que passa o país. Aliás, toda a sociedade, através de suas instituições, deveria marcar presença neste cenário, evidentemente dentro do império da lei, sem partidarismo e extremismos, sobretudo respeitando os princípios democráticos. O que não se pode é ficar calado diante do que vem acontecendo, sob o risco de vivermos situações como aquelas que antecederam o golpe militar de 1964 ou a que derrubou Fernando Collor da presidência da República.

Há corrupção institucionalizada, grave crise econômica e, no campo político, o que se vê é um balaio de escorpiões lutando mortalmente pelo poder, com a presidente totalmente fragilizada e refém das conhecidas raposas de plantão.

Embora vivendo este quadro, esperava-se que Confederação Brasileira de Trabalhadores Circulistas – CBTC, órgão que dirige o circulismo brasileiro, se pronunciasse e conclamasse seus filiados para uma ação conjunta ou, ao menos, refletisse sobre o problema. Contudo, nem uma reles correspondência a respeito foi enviada às federações ou filiados.  Em nenhum momento, a CBTC emitiu parecer a respeito, o que faz do Movimento Circulista uma corporação amorfa.

Foi por este tipo de omissão e tomadas de decisão equivocadas que entramos em declínio e chegamos onde estamos, com baixíssima expressão na sociedade. É decorrente desta situação que encontramos dificuldades em angariar voluntários.

Diante de tal circunstância, faz-se mister que federações e filiados tomem suas próprias iniciativas políticas. A Fetcesp, por exemplo, enviará carta aos deputados federais, dando sua opinião sobre os projetos, em tramitação no Congresso, de maioridade penal e terceirização do trabalho.

Embora estes sejam assuntos atuais, há outros que devem merecer nossa atenção. Entre estes o esfacelamento da indústria, o pesado ônus que recai sobre pequenos e microempresários e uma legislação trabalhista ultrapassada e draconiana que inibe a abertura de firmas e, consequentemente, a criação de empregos. Este leque de problemas deve sensibilizar o circulismo, se é que queremos voltar a fazer dele um real movimento.

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