Arquivo mensal: julho 2015

O circulismo e a atual situação

O circulismo e a atual situação

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Newton Zadra – presidente da Fetcesp

Um movimento como o circulismo com filiados em todo território nacional, que tem como doutrina a Justiça Social, que defende o trabalhador e a ética em seus múltiplos aspectos e é absolutamente contra atos de corrupção, tem o dever e a obrigação de se manifestar diante da situação caótica por que passa o país. Aliás, toda a sociedade, através de suas instituições, deveria marcar presença neste cenário, evidentemente dentro do império da lei, sem partidarismo e extremismos, sobretudo respeitando os princípios democráticos. O que não se pode é ficar calado diante do que vem acontecendo, sob o risco de vivermos situações como aquelas que antecederam o golpe militar de 1964 ou a que derrubou Fernando Collor da presidência da República.

Há corrupção institucionalizada, grave crise econômica e, no campo político, o que se vê é um balaio de escorpiões lutando mortalmente pelo poder, com a presidente totalmente fragilizada e refém das conhecidas raposas de plantão.

Embora vivendo este quadro, esperava-se que Confederação Brasileira de Trabalhadores Circulistas – CBTC, órgão que dirige o circulismo brasileiro, se pronunciasse e conclamasse seus filiados para uma ação conjunta ou, ao menos, refletisse sobre o problema. Contudo, nem uma reles correspondência a respeito foi enviada às federações ou filiados.  Em nenhum momento, a CBTC emitiu parecer a respeito, o que faz do Movimento Circulista uma corporação amorfa.

Foi por este tipo de omissão e tomadas de decisão equivocadas que entramos em declínio e chegamos onde estamos, com baixíssima expressão na sociedade. É decorrente desta situação que encontramos dificuldades em angariar voluntários.

Diante de tal circunstância, faz-se mister que federações e filiados tomem suas próprias iniciativas políticas. A Fetcesp, por exemplo, enviará carta aos deputados federais, dando sua opinião sobre os projetos, em tramitação no Congresso, de maioridade penal e terceirização do trabalho.

Embora estes sejam assuntos atuais, há outros que devem merecer nossa atenção. Entre estes o esfacelamento da indústria, o pesado ônus que recai sobre pequenos e microempresários e uma legislação trabalhista ultrapassada e draconiana que inibe a abertura de firmas e, consequentemente, a criação de empregos. Este leque de problemas deve sensibilizar o circulismo, se é que queremos voltar a fazer dele um real movimento.

Fetcesp implanta gestão profissionalizada

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Sede do Círculo Operário de Sorocaba – COPES

A diretoria da Fetcesp está iniciando uma experiência que há muito vinha sendo acalentada pela entidade, qual seja a gestão profissionalizada de uma unidade circulista. O escolhido para por o plano em andamento foi o Círculo Operário de Sorocaba – COPES (100 km de São Paulo), instalado no bairro periférico de Brigadeiro Tobias. A escolha não foi aleatória. Ela foi resultado de estudos apriorísticos, como também das situações particulares daquele filiado. Para começar, a grandiosa sede do COPES é propriedade da Fetcesp, imóvel comprado há 4 anos e cedido ao filiado através de contrato de comodato. Os funcionários, todos contratados pelo regime da CLT, foram treinados na Fetcesp e fizeram cursos por ela patrocinados. Por derradeiro, mas não menos importante, os diretores do COPES assim como os associados, aceitaram de bom grado que a presidência da entidade fosse ocupada por um membro da Federação, no caso, o companheiro Renato Salvatore Chiantelli.

Formado em Administração de Empresas, Renato tem larga experiência no terceiro setor, além de ser estudioso da matéria. Tem como qualidade, entre outras, a de formar equipes. Sabe como poucos utilizar as ferramentas modernas da internet e seus aplicativos, o que facilitará sobremaneira sua administração. Outro diretor oriundo da Fetcesp, Pedro Pereira da Silva, ocupará o cargo de tesoureiro. Contador formado e com larga vivência no setor, dará grande contribuição à entidade.

Na solenidade de posse da diretoria ocorrida dia 31 de março (ver mais na página 2) e que contou com a presença do vereador de Sorocaba, Luis Santos, o presidente da Fetcesp Newton Zadra discursou ressaltando que aquele era um momento histórico para o circulismo paulista e nacional. Estamos no limiar de uma nova era, onde a administração do COPES merecerá um tratamento de empresa, com avaliações de desempenho e de mérito em todos programas e ações, comentou Zadra. Contudo, isso não quer dizer que os voluntários, mormente os diretores agora eleitos, tenham seu valor minimizado, muito pelo contrário, da mesma forma, não será esquecida nossa missão e os valores que regem o Movimento Circulista, concluiu.

Ainda com a palavra, o presidente da Fetcesp aprofundou as explicações sobre o que considera administração profissionalizada: Ela não quer dizer que apenas profissionais dirijam um círculo, mas que todos assuntos inerentes da instituição tenham um tratamento profissional. E eles são muitos, finalizou.

Oportunamente, a Fetcesp editará um manual sobre o tema, não só explicando o plano em sua teoria, mas também relatando a experiência no Círculo de Sorocaba. No plano de profissionalização que ora se inicia, uma regra é indeclinável: todos os novos filiados que doravante forem fundados serão instalados em sedes de propriedade (ou alugados) pela Fetcesp. A medida é condição sine qua non para o sucesso do projeto.